sábado, 18 de agosto de 2007

Café Nova Iorque

Entrei.
Poucas mesas vazias. Uma multidão de gente.
Um café de Babel, onde apenas se compreendiam os risos e sorrisos de quem saboreava uma noite quente, negra e amarga.
Antes de pedir uma mesa, sentei-me no teu olhar. Ao fundo da sala.
E por ali fiquei a saborear a beleza das tuas iris...
Eram sonhos de uma noite em Budapeste.
Algo me dizia que não eras dali.
E, ao mesmo tempo, que já me pertencias.
Imediatamente, pedi a mesa ao teu lado.
Apenas para cheirar a tua pele.
Sentir o perfume do teu café Nova Iorque. Em Budapeste.

Viajar... Viajar...
Percorrer os caminhos da Europa Imperial...
Adormecermos e acordar no tempo em que os reis percorriam as ruas de charrete...
e sentirmo-nos verdadeiros príncipes e princesas...